quinta-feira, 24 de julho de 2014

HERANÇAS PERDIDAS







Toda vez que entro na cidade de ônibus interurbano, chego a dar razão à jornalista que falou mal de Caçapava. Criticou as casas velhas, sem pintura e reparos, muitas em ruínas, e maldisse o “programa de índio” que foi aquele fim de semana que alguém lhe sugeriu que passasse aqui. Mas continuo reprovando sua atitude e considerando-a “persona non grata” em nossas paragens. Só nós é que temos o direito de falar mal de certos aspectos de nossa terra, porque, assim fazendo,  sentimos uma dor que só quem a ama pode sentir.
Se ela procurasse outros bairros, veria quanta casa bonita, jardins, monumentos, coisas de dar orgulho à gente. Mas, não. Ela ficou só na parte velha que para nós tem muita história e importantes recordações.
Entretanto, uma coisa é verdade, temos muitas propriedades que ficaram sem dono, ao desamparo, e as complicações legais não chegam a destinar-lhes os herdeiros de direito. Os processos tramitam anos e anos sem solução. Falta sempre um documento que lhes dê amparo. Os imóveis vão ruindo, e nada pode ser feito.
Dá uma tristeza passar pelo antigo Clube Recreativo, uma verdadeira chaga no centro da cidade. Por pertencer a uma sociedade, cabe aos seus sócios dar-lhes o destino. Mas eles já não existem mais. E os seus descendentes terão o direito de decisão? Seria tão mais simples se houvesse uma lei que o encampasse para o Município, desde que ali se construísse um prédio público, um teatro, biblioteca, escola, o que fosse para o bem comum.
Outros casos são de edifícios que ficaram meio construídos, e com a morte do proprietário ainda não ficou estabelecido quem são os herdeiros. Enquanto isso, ele vai ruindo, servindo de morada de animais indesejados, ratos, raposas...
Pensando nisso, lembrei um episódio de minha fase de estudante em Cachoeira do Sul. Por lá chegou certa vez um sacerdote da Região amazônica. Era um verdadeiro missionário e estava inteiramente dedicado àquele povo ribeirinho. Numa palestra na Escola João Neves ele contou como era a vida na região, os dias que levava de canoa de uma localidade a outra para dar assistência religiosa. Certos lugares eram de tão difícil acesso que os fiéis ficavam anos e anos sem a visita de um padre, e quando isso acontecia, aproveitavam a receber todos os sacramentos de uma vez só.  Numa ocasião, havia uma quantidade enorme de casais que desejavam receber o sacramento do matrimônio. O missionário preparou a cerimônia, deu atendimento material e espiritual aos nubentes e na hora foi uma festa! Mas cada casal tinha os seus padrinhos que também estavam recebendo o sacramento, e o celebrante se perdeu ao unir uns e outros. No fim, era aquela gritaria reclamando: “Padre, o senhor me casou com a minha comadre.” Ou: “Padre, ele é meu padrinho, o meu marido é o Tinoco.” O sacerdote pensou um pouco, coçou a cabeça... Como consultar as autoridades eclesiásticas àquela distância?. Mas foi só um momento, pois logo ele resolveu: mandou o acólito trazer água benta, aspergiu os casais e casou todos de novo com os respectivos cônjuges.
Gostaria de uma solução igual para os nossos casos de heranças perdidas que não levam a lugar nenhum.  

Que possamos encontrar a água benta que desfaça os enganos e coloque tudo a funcionar para o bem geral e o embelezamento de nossa cidade..

terça-feira, 22 de julho de 2014







O SONHO ACABOU


Não cheguei a colocar a bandeirinha do Brasil no meu carro. Quando fui à loja comprar, já estava esgotado o produto. Mas senti-me alegre vê-la tremulando no trânsito, com tanta gente sorridente e esperançosa. Apesar de tudo, foi bom. Há muito os brasileiros não se mostravam tão patriotas, orgulhosos das coisas boas que temos aqui. Ouvi muita gente dizendo que nosso hino é o mais bonito, e a bandeira também. Outros países falam mais em tragédias, sangue derramado, pudera, as guerras continuam por lá. Longe de nós, mas que lástima! Crianças sofrendo, inocentes pagando com a vida, e não chegam nunca a um acordo. Tudo por questão de terras e crenças religiosas. Enquanto aqui nossos pequenos entoavam nosso Hino com todo o orgulho e sua graça especial! Dava vontade de fazer-lhes um mimo bem carinhoso. A infância é para essas alegrias. E para confiar nos adultos e suas capacidades de resolver os problemas. Mas, como dizem os verdadeiros atletas, o importante é competir. Com garbo e com ética.
Nem tudo está perdido. Deu para ver que o povo brasileiro não perdeu a capacidade de empolgar-se, de sentir orgulho de suas raízes. Estamos vivos, e o patriotismo ainda existe.
Para a maioria dos turistas, esta foi a Copa mais alegre e bem realizada.Aeroportos, Segurança nas ruas e estradas, hospedagem e principalmente a simpatia do povo hospitaleiro, tudo funcionou a contento. Agradou à maioria, apesar do pessimismo de muitos. Eles aprenderam conosco que o mais importante é ser feliz, e até agora estamos recebendo o reconhecimento da Alemanha que não esqueceu de socorrer os flagelados das enchentes, bem como as crianças baianas da cidade onde se hospedaram e suas escolas. Que tiveram seus turnos integrais garantidos por um ano. Gosto de pensar apenas nesse lado positivo que dá um novo ânimo na gente. Esquecer por ora as páginas policiais e os escândalos da política.

iHin HHHHHHiHino era o mais bonito9 do mundo, e a bandeira também.

Mas agora vem outro capítulo que nos merece toda a atenção. Em quem votar nas próximas eleições?

sábado, 3 de maio de 2014

O MUNDO É OUTRO



Numa coisa todos com quem tenho falado ultimamente concordam: o tempo está passando ligeiro demais. Não é possível assimilar tudo o que acontece, nem dar conta dos itens da agenda de cada dia. Ficamos sempre frustrados, com aquela sensação de não ter feito nada, ou quase nada.
Enquanto isso, os canais modernos de comunicação estão expedindo notícias a toda hora e para todos os lugares. Novas descobertas – tanto de soluções para os males como o aparecimento de novas doenças incuráveis. Novos crimes valendo-se das tecnologias modernas, os bandidos sempre descobrindo os mecanismos antes da polícia. Guerras intermináveis no Oriente, cada vez mais cruéis, se é possível, e agora nas ruas das grandes cidades nossas.
Lembro a primeira notícia, ao vivo, que tive do computador. Era um mundo de aparelhos que ocupavam uma sala inteira de bom tamanho. Complicadíssimo de lidar. Na época eu estava na Secretaria de Educação do Estado e fui mandada para um curso, lá dentro mesmo, sobre o tema. O instrutor tinha vindo dos Estados Unidos. O que ele explicou, mesmo que tivesse sido em português, eu não poderia ter entendido, nem os meus colegas de aula. E agora, após vários anos de uso dessa tecnologia, não estou nem na terça parte de seus segredos. O pior é que surgem novidades a todo o instante, maneiras diferentes de acesso e outros aplicativos, impossível de acompanhar.
Nesta vertigem do mundo atual, um acontecimento surpreendente: ganhei uma netinha, tão fofa, rosada e rodeada de amor! A vida recomeça, a vovó precisa reciclar-se para saber lidar come ela. O enxoval apresentou novidades nas peças, não mais os manguitos nem as tiras de umbigo, as fraldas laváveis e os cueiros, agora tudo é mais prático. Nada de chupetas, só o leite materno e o calor da mãe, do pai, o seu colo, as atenções de toda a hora, mantendo-a limpinha e aquecida. Tive a glória de acalmar o seu choro, foi só falar mansinho e embalá-la com todo o mimo. Ela me entendeu.
Voltei às agulhas de tricô, agora preciso reaprender a tecer roupinhas de nenê. Tudo é possível, a Internet ficou em segundo plano.
Que bom! Nem tudo mudou, o amor ainda é o melhor canal de comunicação. Deus a abençoe, e a Virgem proteja sues passos. Amém.




domingo, 6 de abril de 2014

FORA DOS EIXOS





Há quem se queixe da rotina. Eu, não. Estabelecer uma programação, realizar as tarefas e poder aperfeiçoá-las pouco a pouco, modificando o que precisa, inovando em alguma coisa para ficar melhor, isso eu entendo. Mas o que muda de repente, sem uma continuidade -  assim como os governos da era atual -  nada tem de positivo. Cada governante que sobe desmancha o que o outro realizou, e assim vai.
Lembro-me dos tempos de estudante, de nosso patriotismo, dos ideais... Quando a gente sonhava com a vinda da estrada de ferro para nossa cidade. Mas já então a desculpa dos governos é que tínhamos muitas serras, seria por demais oneroso. A mesma desculpa para pagarem mal os professores ainda hoje. Somos milhares... E as rodovias chegaram de todos os lados, uma bênção, mas também quantos malefícios, tragédias, estradas precisando constantemente de reparos que não chegam. Cargas pesadas demais que poderiam ir de trem ou de barco e estão acabando com o asfalto.
No meu tempo de estudante,  o orfeão da escola - uma obra de arte da regente Diná Néri, discípula que foi de Vila Lobos - tinha renome, e éramos convidados para cantar em eventos escolares de todo o Estado. Porto Alegre, Uruguaiana, e até Paso de Los Libres, Itaqui, Santa Cruz, Alegrete, Santa Maria e outras. Nossas vozes juvenis cantavam as belezas e riquezas do Brasil, o melhor país do mundo, com a bandeira mais linda e o povo mais feliz. Era o que sentíamos. “Estás vendo aquela enorme cordilheira,/ muito além da Mantiqueira, é Brasil./ Estás vendo aquele ninho de gigantes,/ esses campos verdejantes, é Brasil. /Tem o ouro, tem petróleo, carbonatos, diamantes,/ e tem rios caudalosos e cascatas deslumbrantes,/ tem o ferro, tem cristal, tem madeira tem carvão/ e tudo isso é teu, bandeirante do sertão. Nossos corações pulsavam de orgulho e de esperança.
Hoje, parece que o mundo perdeu o seu eixo. Muita gente está solta sem saber onde apegar-se. Ouvindo certo dia dois jovens conversando sobre política e economia, condenando a tudo e a todos os envolvidos na gerência do país, caí na tentação de perguntar-lhes: E vocês, o que vão fazer para consertar os erros e acertar o rumo? Os coitadinhos se olharam, encabulados, e não souberam o que responder.
Por isso eu continuo acreditando, a rotina é necessária, é um ponto de partida para maiores vôos. Se nas férias escolares, por exemplo, seguissem a rotina de restaurar as salas de aula para no retorno do ano letivo estarem em dia, não seria uma bênção? E se aproveitassem para nomear os professores aprovados em concursos nessa época? Como nos tempos idos, quando não faltava professor.
Dói ver continuamente nos noticiários o estado em que se encontram as escolas do país. São péssimas as condições onde as crianças e jovens deveriam estar recebendo o melhor preparo para a vida moderna, dotada que é de tecnologia de ponta, mas cujos computadores doados aos educandários não resistem às goteiras dos telhados.

O mundo continua girando sem fuso.  E as pessoas se agrupam de acordo com suas expectativas, ou melhor, com seus anseios de melhor qualidade de vida. Os jovens nas baladas, os adultos no trabalho ou à procura dele, os idosos em visitas de solidariedade e conforto, e os criminosos... Esses é que têm o melhor preparo e eficácia. Mas o crime não compensa. Foi o que aprendi e ainda acredito. Tal como nos filmes de água doce, o amor há de vencer e só ele poderá endireitar o mundo. Amém.

sexta-feira, 28 de março de 2014

FUMAÇAS E LEMBRANÇAS







Quando um grupo de jovens me observa com peninha da pobre idosa, rio por dentro porque eu é que fico com peninha deles. “Pobres moços, ah, se soubessem o que eu sei...”  Vou lembrando quanta coisa vivi, e eles não chegaram a experimentar. Uma viagem de trem “Maria Fumaça”, por exemplo. Era uma aventura! Cheia de peripécias, desconfortos, mas também com muitas surpresas agradáveis, principalmente para os jovens daquela época que podiam conhecer pessoas e até iniciar um romance de amor nas longas horas da travessia. Tudo podia acontecer, até extraviar a bagagem, mas era  bom poder caminhar pelos vagões, almoçar no carro restaurante – quando o dinheiro chegava – comprar revistas e refrigerantes dos funcionários que transitavam pelos corredores.
De Cachoeira do Sul - um dos destinos para os estudantes do segundo grau de Caçapava - até Porto Alegre, eram sete horas de marcha batida, isso se não houvesse algum impedimento. E a fumaça ia entrando pelas janelas e colando-se às nossas roupas. As chegadas às estações desembarcando ou embarcando passageiros, recolocando a água que faltava ou o combustível para a locomotiva... A gente sabia de cor o nome de cada uma, e se não soubesse um funcionário passava de vagão em vagão anunciando.
Mas para a nossa tia que morava em Porto Alegre e veraneava com nossos Dindos em Cachoeira, a viagem de volta não tinha nada de fácil. Fim de verão, fim de férias de estudantes que voltavam a Porto Alegre – era só onde havia Universidades naquela época – os trens chegavam de Santa Maria lotados, e os passageiros do caminho tinham de viajar de pé. Titia que tinha dificuldade de locomoção e bastante idade não podia correr esse risco.
Seu filho vinha buscá-la – ele era ferroviário e tinha passe livre nas suas férias – e ela já o esperava pronta, malas de muita roupa, valises com remédios e frasqueiras cheias de cosméticos, pois era bem vaidosa – enfim, uma bagagem de muito peso!
Nós, as jovens da casa, éramos convocadas para ajudar a carregar os embrulhos até a caminhonete do tio e de desembarcá-los na estação ferroviária.
 Por duas vezes, em que o movimento de passageiros foi muito intenso, o trem  vindo de Santa Maria já chegou superlotado.  Foi só o trabalho de levar a pobre passageira e o filho até a gare, cheios de bagagens, e dar volta para casa. Nossa tia ia murchando, ficando deprimida, pois sempre no final das estadias ela se desentendia com alguém da casa e ficava desconfiada. Chegava bem alegre e tinha a mania de gracejar com uma ou outra das pessoas, geralmente as empregadas, e no final sentia que as incomodara.
A tia que a recebera com carinho e atenções um mês atrás também ia ficando irritada. A rotina se alterava naqueles dias, o almoço tinha de ser servido mais cedo, havia tralhas fora do lugar, e ela não gostava dessa desordem.
Depois dessa tentativa fracassada de embarque, a família se reuniu para deliberar. E a solução encontrada foi que o filho ferroviário fosse até Santa Maria no outro dia e de lá viesse com o lugar já marcado.
Chegando a hora, todos a postos para as devidas funções, chegamos à gare e ficamos à espera do trem. Ele até que não atrasou, e sua permanência na estação, conforme estávamos cansados de saber,  era de apenas três minutos. Dessa vez ele veio com acréscimo de vagões, e os destinados à primeira classe, os da frente, avançaram bastante além da plataforma. Uma nova dificuldade para nossa tia, que teria de dar um passo largo para subir as escadinhas. Tudo bem, a gente dava um jeito. O imprevisto foi que o filho guardador do lugar não aparecia nunca, e os minutos corriam depressa. O trem já dava seu apito de despedia, e nada de aparecer o rapaz. Nossa tensão foi subindo assustadoramente. A tia de Cachoeira não se conteve e começou a gritar em altos brados: Gustavo! Nós, jovens, loucas de vergonha daquela cena! Eis que no último minuto ele aparece numa das janelas de um vagão com os cabelos revoltos de quem se acordara de um belo sono. Os momentos seguintes nem sei como descrever. Todo o mundo corria, ajudava a passageira a embarcar no último vagão – a coitada teria de caminhar bastante até o seu destino – e colocava sua pesada bagagem dentro do trem. Foi uma luta, mas tivemos a satisfação da vitória.
Até que tivéssemos notícias daquela movimentada viagem, e da saúde delicada da tia, passaram-se muitos dias. Telefone era coisa rara, e o Correio, a única via de comunicação possível, andava a passos lerdos. De trem...
Dizer que não invejo os jovens de hoje? Mentira. Claro que gostaria de sentir agora o que eles sentem, esse arroubo nos amores, atirar-se de corpo e alma às novas emoções, sem medir as consequências. O coração envelhece, mas ainda


segunda-feira, 17 de março de 2014

ERRATA

A última frase do texto ficou incompleta. Aqui vai ela, com minhas desculpas:

Até que os casos ficassem resolvidos, nossas sestinhas já eram...

TRAPALHADAS DE DOMINGO







Domingo é dia de ficar só. Não preciso pôr a mesa para o café da manhã. Uso os guardanapos de um joguinho americano, aquento o leite no  microondas, pouca louça para lavar. Depois das arrumações básicas, da casa e pessoais, é tempo de procurar as amigas para o almoço em restaurante. Todas sozinhas como eu. Sem queixumes, pelo contrário, com muita novidade interessante para compartilhar.
Num desses domingos, acabei de fechar janelas e a porta da cozinha, quando a campainha tocou. Fiquei feliz, era uma vizinha me trazendo terra boa para os meus canteiros. Para deixar o saco na garagem,  para lá seguimos em alegre conversa, não sem antes eu ter batido a porta, que não abre por fora sem a chave.
Depois que nos despedimos no portão, é que me dei conta: não pude mais entrar na minha casa. Procurei forçar as janelas, mas qual, nem com o auxílio do rapaz filho da vizinha que veio em meu socorro. A porta da cozinha, nem pensar, além da fechadura comum, ainda tem a de segurança. A garagem estava aberta, e o carro também, mas e as chaves? Os telefones trancados lá dentro, foi um pesadelo. E a minha casa uma fortaleza!
Foram passando vizinhas, e eu pedi o telefone de uma delas. Depois de várias tentativas, acessei minha mana mais caseira que me atendeu logo. Até uma visita que eu teria recebido – uma ex-aluna de passagem pela cidade, que desejava muito me rever – tive de atender do lado de fora.
Enquanto isso, minha mana só não chamou os bombeiros e a Brigada Militar, como costuma fazer quando desconfia de ladrão no pátio ou de um enxame de abelhas ameaçando de cima de uma de suas árvores. Ela já foi picada e criou uma fobia! Pois bem, graças a seus telefonemas, em pouco mais de meia hora surgiram três carros da família em meu socorro. E um deles me levou até minha empregada doméstica que tinha a chave reserva.
Cheguei atrasada  para buscar minha amiga, mas as outras já se encontravam no restaurante à nossa espera. Verdade que o Buffet àquelas alturas estava meio desfalcado e um tanto frio. Lembramos o escritor Carpinejar que se queixou disso em uma de nossas churrascarias. Ficou sendo persona non grata em nossa cidade. Ele e o Gourmet, mas este foi por outro motivo. Somos bairristas!
Em todo o caso, tive momentos felizes com as companheiras rindo do episódio. Depois de deixar minha amiga em casa, chegou a hora da agradável sestinha das  quietas tardes de domingo. Mas durou pouco. Por incrível que pareça, foi a vez dela ficar sem a chave. No momento de pagar a conta do almoço, ela a esqueceu no balcão do restaurante. Coitada, naquela tarde mormacenta teve de caminhar boas quadras até um telefone para pedir socorro.
Fomos a um chaveiro, porque o restaurante já havia fechado, eram quase três da tarde.
Até que os casos ficassem resolvidos, nossas