quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

IGUAL A ESTE? NENHUM







Só não concorda com a gente que o ano passou ligeiro demais são as crianças. Para elas, como demora o seu aniversário, o natal, as férias!...
Se formos contar tudo o que aconteceu em 2016, na vida pessoal e coletiva, vamos levar vários dias lembrando e deixando escapar muita coisa que ficou escondida. Ou mal explicada. Cada um, porém, recordará os episódios que mais lhes disseram respeito.
Vou deixar para a mídia fazer o retrospecto. Porque aprendi que “não adianta chorar sobre o leite derramado”, ou viver de lembranças lamentando que “no meu tempo não era assim.” O que vale é olhar para a frente e adaptar-se às novas circunstâncias.
Adotei desde jovem o jogo do contente, que aprendi lendo o romance juvenil   “Polyana”. Somado à minha fé em Deus, esse método vem dando resultado, pois a cada acontecimento desagradável fico pensando que poderia ter sido pior. E tenho acertado.
Muitas vezes, mais tarde, fica provado que o nosso pretenso fracasso acabou dando-nos outros caminhos mais favoráveis. E a gente sente que Alguém todo-poderoso vela por nós.
Diante de tanta corrupção e desestímulo ao povo, a funcionários públicos e trabalhadores – as maiores vítimas -, além do desemprego em ascensão todo o ano e agora mais ainda em vésperas do Natal, é difícil pensar positivo, mas não impossível. 
Pois alguns acontecimentos não podem ser esquecidos e merecem louvor. Cada manhã, ou à tardinha, passando pelas ruas de nossa cidade, fico contente de ver os caminhões da Limpeza Pública recolhendo o lixo de cada quadra. O que seria de nós se faltasse esse serviço na Administração Municipal! E os canteiros com flores colorindo a Avenida Coriolano Castro são um refrigério aos passantes, que se detêm a contemplá-los, alguns até tiram fotos. Praças de brinquedos bem protegidas para as crianças - velho sonho dos caçapavanos - e academias de ginástica ao ar livre destinadas aos adultos, agora já são realidade.
O novo Posto de Atendimento, perfeitamente equipado; a Policlínica reformada, os Postos de Saúde funcionando nas vilas; e as vans levando pacientes a consultas ou tratamentos em outras cidades... A distribuição de remédios, dentro do possível.
Quem se queixa de alguma falta, não avalia o que é administrar a coisa pública sem os recursos do Estado e da União que não chegam nunca ou vêm atrasados ou só em parte.
Professores da rede municipal recebendo o piso salarial que poucos Estados conseguem pagar! Alunos fazendo viagens de intercâmbio cultural para outros países. Eventos acontecendo, o Festival do Folclore com os talentosos Chimangos, lançamento de livros de autores caçapavanos, a Feira do Livro recebendo escritores celebrados, quanta coisa boa. Esses momentos de convívio com gente que sente o mesmo que nós são  preciosos.
Nossas famílias, nossos amigos, como são fiéis na alegria e na tristeza, e também na maneira de pensar a vida e sentir como nós, dando mais valor ao ser do que ao ter ou parecer.
   Prefeito Otomar, obrigada. Sua administração foi o ponto alto deste ano de 2016.
   Feliz Natal, Caçapavanos natos e adotados! E um abençoadoAno Novo.

                                   

MANHÃ SERENA




Pelas frestas das venezianas, vejo que é dia sem sol. Mas, enquanto me dou ao luxo de mais uns minutos na cama, eis que seu clarão ilumina meu quarto, e noto que os passarinhos já devem ter voado dos ninhos, pois não ouço mais seu trinado.
São oito horas em ponto, e eu me preparo para ouvir as notícias do rádio que ultimamente não têm sido nada animadoras. Desta vez, o acidente aéreo que vitimou o time de futebol Chapecoense ocupa todos os espaços. Repercussões das saídas de Ministros de Temer e de episódios de outros réus da Lava Jato ficam em segundo plano. Há quem diga que os envolvidos em escândalos políticos dão graças por essas tragédias que os tiram da primeira página. Maldade, pura maldade. Eles também devem ter um coração batendo no peito... Quem sabe?
Procuro não me aprofundar muito no assunto da tragédia, que é tão doloroso.  Apenas fico rezando pelas vítimas e seus familiares e amigos. Que Deus receba em seu reino àquelas e dê consolo aos que ficam com a saudade.
Não preciso olhar na folhinha para sentir que este ano está chegando ao fim. O Dia de Ação de Graças, que para mim continua sendo a última quinta-feira de novembro, já passou. Ainda bem que me lembrei de agradecer por tantas graças recebidas por mim e meus queridos. Na minha “Pequena Família”, o ano que começou com vários problemas foi aos poucos melhorando, o pessimismo dando lugar à esperança, e esta provando que estava certa.
Agora é pensar no Natal e providenciar para que todos. Que as crianças tenham uma festa bem alegre, com brinquedos, carinho, guloseimas e muitos momentos felizes para lembrar sempre desta data cristã, e do aniversariante que é o Menino Jesus. Que as famílias estejam unidas pelo amor e pela responsabilidade de dar, não só o pão, mas a boa formação de sua prole, para que seus filhos encontrem o caminho certo, longe das drogas, do crime, da violência e do desemprego.
Minha netinha está ajudando a família a colocar os enfeites na árvore de Natal dos avós maternos. Pelo vídeo que me mandaram, vejo-a ocupada em pendurar um sininho num dos galhos e depois dar um suspiro de satisfação. De mãos nas costas, contempla extasiada aquela maravilha que até suas mãozinhas foram capazes de criar.
Espero sua próxima visita para decorar a minha árvore e viver no meu lar esses momentos que nenhum preço material pode comprar.

                        

NOVIDADES?





O Ano Novo, celebrado com fogos e brindes de espumantes - os nacionais estão com fama internacional – já não está tão novo assim. Terríveis marcas o desfiguram. Aqui e ali outras explosões, mas de revolta e ódio nos presídios, nesses primeiros dias que desejávamos fossem de paz e fraternidade.
Darcy Ribeiro, antropólogo, educador, político, escritor e outras coisas mais, autor do livro “O Povo Brasileiro” - era um dos que dizia: Quanto mais escolas e educação aprimorada forem as principais preocupações e iniciativas do governo, menos presídios serão necessários.
Agora só se fala em construir casas e casas de detenção. A bandidagem não para de crescer, e as prisões transformam-se em depósitos humanos, sem as mínimas condições de uma vida digna, quanto mais de oportunidades de regeneração.
Mas, falando em coisas mais amenas, ainda ficaram em nós os sentimentos de família que reforçamos nas festas de fim de ano. Pais, filhos, irmãos, avós, crianças, unidos no carinho e na alegria do Natal, trocando-se presentes e agrados, que coisa boa! E as festas de formatura, os planos de veraneio... tudo são ares de férias. O ano, de fato, ainda nem começou.
Minha agenda, porém, está bem adiantada: já dei o atestado de vida a minha agência bancária e estou providenciando a renovação da carteira de motorista. Encontrei no Detran uma colega que atrasou por um ano a sua. Lembro que até meados do século XX isso era comum acontecer. Mas agora! Qualquer descuido, e a multa não falha.
Com o calor que está fazendo, é hora de ficar mais em casa nas horas de sol forte e ler os livros que ficaram à espera, por falta de tempo. Nesses momentos, lembro nossos veraneios no sítio do Dindo, que providenciava leituras e redes, à sombra das frondosas figueiras, para a sobrinhada entreter-se. Era um conforto! Não faltava Monteiro Lobato com suas Caçadas de Pedrinho, as aventuras de Robinson Crusoe e outros que ele sabiamente escolhia, adaptados ao nosso nível de desenvolvimento. Será que as crianças e jovens de hoje ainda têm um Dindo como esse?
Breve “emplacarei” mais um ano de vida, começando a nova jornada com outra idade. Bendigo a Deus e ao ano de 2017 por estar viva e, mais que isso, sentir ainda bem forte o gosto de viver. É o que desejo a todos vocês, meus queridos leitores.
                                               Anna Zoé Cavalheiro
Nosso livro continua à venda no Caminito, no Chalé e nas residências das autoras.



quinta-feira, 17 de novembro de 2016

COISAS QUE ACONTECEM







Nem bombas nem fogos de artifício. No momento, nada disso acontece, mas o clima é de expectativas. Tantas águas rolaram, segredos foram revelados, e o lado sombrio deixou sequelas na alma da gente.
Entretanto, toda crise abre novas alternativas: do desemprego à descoberta de novas vocações; do desânimo à procura e encontro de outros caminhos. O importante é viver, mais do que sobreviver.
Quantos executivos que perderam seus cargos no ápice da carreira – seus altos salários foram os primeiros a serem podados nas empresas empobrecidas – hoje, sem terno e gravata,  mais felizes, porque patrões de si mesmos, compreenderam  tal verdade. Outros profissionais liberais abandonaram seus diplomas para entregar-se a novos misteres, escolhendo os setores que mais resistem ao abalo financeiro que enfrentamos, porque indispensáveis para suprimir as atuais demandas.
Assim, foram surgindo carreiras promissoras na gastronomia, na moda, nos cuidados com a saúde, e esta com suas atividades preventivas ou corretivas, como fisioterapia, pilates, academias. Porque sem alimento, sem saúde e sem a faceirice das mulheres que mantêm os mercados da moda, ninguém gostaria de viver.
Salas de escritórios foram fechadas em grande número, porque os ocupantes não puderam mais pagar o aluguel. E retiraram-se para as próprias residências, continuando seu trabalho pelo computador. Uma salinha na casa, com o equipamento que não ocupa muito espaço, o problemas ficou resolvido.
Exemplo disso, a publicitária mui querida –  Liège -, que editou nosso livro, agora se sente mais à vontade ao fazer  aquilo que mais lhe agrada : dar largas à imaginação, deixando que as idéias borbulhem sem olhar o relógio nem preocupar-se em pagar aluguel. Estando no seu apartamento, sobra-lhe um tempinho para cuidar das flores e dos mimosos animaizinhos. E os novos clientes não cessam de aparecer. Foi ali que criou sua editora – a Essência
É hora de introspecção, para cada um conhecer-se e às próprias vocações. Estas tão esquecidas ultimamente, porque a escolha da profissão recai quase sempre na mais rendosa, e não a que se ajuste a sua personalidade e aos sonhos de ser parte positiva na redenção de nosso mundo.
Tenho pena dos bilionários que não acham tempo de acompanhar a infância e a adolescência dos filhos, no afã de aumentar cada vez sua fortuna. Eles não devem ter visto ao vivo – talvez só na televisão – a super-lua que nos encantou nesta semana. Nem ouvido os quero-queros anunciando que a primavera chegou. Perderam de apreciar o primeiro passo de seu filhinho, a primeira palavra... Pobres “meninos ricos”! Com tanto dinheiro, e ainda não aprenderam a viver.
                                    


terça-feira, 4 de outubro de 2016

CAROLINAS À JANELA





Na tarde calma de um meio de semana sem movimento e sem pressa – intervalo do mês em que os salários já foram pagos e os compromissos saldados – eis que aquela cena me chamou a atenção. Eram duas velhinhas entretidas à janela, com as fisionomias abertas em sorrisos vendo as pessoas passarem. As duas tão semelhantes, talvez irmãs, com o mesmo tipo de óculos, daqueles redondinhos que nossas avós usavam. E parecia que estavam de coque, pois com os cabelos puxados para trás.
Da loja onde eu estava, na calçada em frente, passei a contemplá-las, admirando aquela alegria quase infantil de quem se reencontra, depois de um longo tempo afastado. Quando pode constatar que nada mudou em seus sentimentos nem em suas lembranças. Por isso agora, olhando à frente, elas recordam os antigos prédios de sua juventude, substituídos por construções modernas, ou reformadas, lojas com portas de vidro, sobrados, estacionamentos para carros. Imagino-as lembrando antigos namorados passando a trote no seu cavalo para fazer-lhes “avenida”. Elas riem talvez de um fato engraçado daqueles tempos, daqueles namoros quase em segredo, de como era tudo na vida e de como mudou. Devem estar supondo o que fariam agora, diante de novos costumes? De outros valores? Ainda bem que nada as aflige, parecem bem contentes com o passado e divertidas contemplando o presente.
Penso em minhas tias que já se foram. Eu gostava de descobrir seus tesouros, guardados em latas improvisadas em porta-joias. Só que não havia joias, mas cartas, cartões, alguma flor murcha, um retrato apagado, quase irreconhecível. Dinda, quando me surpreendia  nos seus relicários, ficava zangada e os escondia ligeiro. Ela, que era tão doce!
E o Passinho da Aldeia me vem à lembrança, pois na primavera ela nos levava, eu e minha mana, para aquele passeio que parecia tão longe. Conosco iam os livros - era em vésperas de exames - e precisávamos estudar.
Havia flores às margens, e seu perfume nos agradava. E a água correndo num ritmo calmo dava até um soninho na gente, que atrapalhava o estudo. A Dinda às vezes cantava: “Primavera de meus vinte e um anos”.  Havia uma nota nostálgica na sua voz. Talvez um amor não correspondido...
Tudo isso aquelas duas Carolinas à janela me proporcionam lembrar, naquela tarde em que nada parecia acontecer.
Anna Zoé da S. Cavalheiro




quinta-feira, 29 de setembro de 2016

E AGORA?





Estamos em plena Semana da Pátria e nem sentimos que ela chegou. Sem tambores, bandeiras desfraldadas pelas ruas, desfiles de escolas, ou algum gesto de patriotismo. Permanecemos em compasso de espera.  Que será de nós, agora?
Até o tempo está conspirando para entristecer esses dias. A chuva e o frio, sem falar no momento turbulento que vivemos, arrefecem nossas esperanças de alguma melhora.
Minhas amigas contemporâneas só têm assunto para seus resfriados que se sucedem sem parar. E as dores do corpo, que provavelmente são vindas da alma que sofre vendo o mundo ficar tão diferente. Nas tardes frias, no entanto, o café é o momento de aconchego, em que recordamos outras eras, nossa juventude animada desfilando com as suas escolas, as poesias exaltando a pátria que declamávamos nas horas cívicas, tudo tão distante...
O país está dividido ao meio. Os partidos políticos aglomeram-se em dois grupos: os que apoiaram o impeachment e os contrários. Até que foi bom, há siglas demais. Entretanto, nenhuma novidade em seus programas. O povo não acredita mais nas promessas. Está, porém, mais atento que nunca ao desenrolar dos acontecimentos e prevenido contra as manobras dos mandantes. Com medo que a Lava Jato perca sua força moralizadora.
Nos povos antigos, um Conselho formado por anciãos é que decidia os destinos da comunidade. Eram considerados pessoas dignas e isentas de quaisquer propósitos ilícitos.
Hoje, como confiar nesses líderes de cabelos brancos ou carecas - alguns até de bengala - que fazem uma triste figura a caminho da prisão, por crimes contra o povo que os elegeu? Será que pensam levar dessa vida as riquezas acumuladas?  Em vez de fazerem um balanço de seus atos, um “mea culpa” e deixarem uma obra que traga bons frutos após sua morte.
Nossa juventude, nossa esperança, o que pensa da vida e quais seus planos de futuro?
Coitadinhos, tão novos e desprotegidos!
Mas eu creio na Primavera. Ela está demorando, mas vai chegar. Já mandou suas
emissárias, azáleas coloridas, grinaldas de noiva e  flores de laranjeira exalando  aquele perfume que levanta o ânimo da gente.  O frio vai passar, e os achaques das velhinhas também. 
Que a claridade da estação nos ilumine a todos nós.
                                   Anna Zoé Cavalheiro


MELHOR IMPOSSÍVEL






A Olimpíada Rio 2016 vai ficar na História. Ao contrário dos temores de violência e manifestações turbulentas e de fracasso nos preparativos, a cargo dos alegres cariocas que levam a vida na sua maneira divertida, tudo correu melhor do que se esperava. Salvo a necessidade de alguns reajustes na Vila Olímpica. E os pessimistas tiveram de dar a mão à palmatória.
Atendendo às intenções do Papa Francisco que para o mês de agosto pediu orações dos fiéis na intenção do evento “que os esportes sejam uma oportunidade de encontro fraterno entre os povos e contribua para a causa da paz no mundo,” a Olimpíada transcorreu num clima de paz e fraternidade entre as delegações. Muitas amizades dali surgiram e voltarão a fortalecer-se nos próximos encontros esportivos. Naturalmente, não vamos esquecer a atuação dos órgãos de Segurança que merecem louvação.
A cerimônia de abertura foi algo deslumbrante. Duvido que alguém tenha ficado indiferente diante de tanta beleza e criatividade. Deu para ver como nosso povo é talentoso, apesar de agir muitas vezes por improviso. Brasileiro deixa tudo para a última hora. Mas no calor do entusiasmo, acerta e emociona. As representações de nossa história e jeito de ser do povo brasileiro - cada região deste grande país com seus costumes e artes - devem ter deixado os estrangeiros maravilhados. Era o que se notava em cada fisionomia. Quem esperava encontrar um país em sérias dificuldades financeiras e políticas, bem como beirando à anarquia, enganou-se redondamente. A Lava Jato é problema nosso. Lava-se em casa.  O que V
iram foi uma cidade maravilhosa, gente amável, solidária, alegre, vibrante. E o colorido da paisagem, relevo encantador e variado, baía de Guanabara, Lagoa Rodrigo de Freitas e as praias...
A bandidagem daqui e os terroristas de fora deram uma trégua. Pelo menos na Cidade Maravilhosa. Creio que as gangues nacionais preferiram ficar admirando o grandioso espetáculo e, quem sabe, torcer por nossas equipes. Bandido também tem coração. E algum patriotismo, quem duvida.
O papel feio ficou por conta dos estrangeiros: os nadadores norte-americanos que tentaram manchar a imagem do Brasil, alardeando uma violência que não aconteceu; e dos africanos que assediaram as camareiras, pensando que estavam na casa da Mãe Joana.
Pensei, e muita gente comigo, que o espetáculo de encerramento não poderia chegar aos pés da cerimônia de abertura. Mas chegou. Não dá para descrever, mas ficará por muito tempo na lembrança de todos aquelas imagens, o colorido, a sincronia, a coreografia, as figuras que os bailarinos formavam, arte e tecnologia interligando-se para aquele resultado espetacular. Era o coração do Brasil mostrando-se caloroso, fraterno, artístico e divertido, como o perfeito anfitrião que se tornou.
E a palavra Saudade foi aprendida e repetida pelos atletas participantes, que saíram daqui com nostalgia, porque a vontade era de permanecer neste clima de paz, fraternidade e alegria.
                                   Anna Zoé Cavalheiro