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sexta-feira, 13 de abril de 2012

CRIANÇA "APARECIDA"


Ele surgiu na cidade faz uns dois ou três anos. Trazido pelo pai, dizem, e aqui deixado em casa de velhos bisavós. De mãe desconhecida! Agora é assim...
Aos poucos foi tomando conta da cidade. Onde encontra uma porta aberta, vai entrando e apropriando-se do local.
Nos Supermercados, mexe nas prateleiras, serve-se de salgadinhos, iogurtes, refrigerantes, frutas. Quando o expulsam, vai logo dizendo: “O juiz não deixa que me batam.”
Em escritórios é um perigo. Ao menor descuido vai bulindo até no computador e já inutilizou vários aparelhos eletrônicos.
Mesmo em casas de família ele entra e se adona da situação. Mexe no televisor, vai à cozinha petiscar e se intromete na sala onde estão as visitas.
Agora, tomou-se de amores pela igreja de portas abertas. Nas novenas, importuna os “anjinhos” a ponto de deixá-los em pânico e não permite aos fiéis adultos concentrarem-se nas orações. É uma “praguinha”.
Ninguém sabe sua idade nem o grau de sanidade mental.
Nas escolas parece não haver estrutura para mantê-lo interessado sem prejudicar os colegas. Pois sua maneira de ser e agir não conhece limites entre o bem e o mal, o que é seu e o do próximo. Alguém já o ensinou?!
Os frenologistas não teriam dificuldades em classificar seu caráter pelo formato da cabeça oval, semelhante a um melão gaúcho, ou melhor, uma melancia. O queixo erguido, arrogante, é como se dissesse: “aqui vou, abram passagem.”
Mas acontece que tais cientistas só estudam os crânios de criminosos confessos, encarcerados. Depois que o mal aconteceu, portanto. Só para identificar os motivos que os levaram ao crime. Mas aí já é tarde.
E os anos vão passando sem solução à vista. Ninguém faz nada de positivo a respeito, pelo menos é a impressão que se tem. Mas um ser humano está vivendo sem rumo nem guia diante de nossos olhos. Talvez se espere que ele chegue à idade de ir para a FASE. E dali para o mundo do crime ou dos marginalizados, Depois, a cadeia ou o manicômio.
Ainda há tempo. Quem quer adotá-lo?

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