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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

O FIM É O COMEÇO






Dona Maurília não se conforma: pinheirinhos artificiais, comprados em loja, “na minha casa não”. E seus netos deixaram de ter o ambiente natalino na casa da avó. Uma lástima!
Lembro ainda quando a gente os adquiria na rua de algum lenhador improvisado para a época de Natal. Quando também se comprava o peru de algum verdureiro que os cevava nos últimos meses do ano. Ao contrário de hoje que os preparativos se fazem de última hora.  Apesar das facilidades como o forno elétrico de hoje,  e outras benesses. Há anos atrás era preciso procurar padarias que assavam os animais das festas. Nem sempre se conseguia, a fila era longa.
Talvez por isso agora nos pareça passarem tão rápido essas festas de fim de ano. Ontem foi Natal, hoje é Ano Novo. As folhinhas dos calendários 2014 foram arrancadas - agora é outro ano -, os espumantes e champanhes tiveram seus brindes, o peru e o leitão já fizeram sua parte.
Nas estradas, viajantes saudosos buscando suas famílias, para reviver origens e fortalecer laços¸ enfrentam os perigos do trânsito terrível: é uma roleta russa, mas com Deus e a Virgem Maria invocados pelos parentes que os aguardam, e muitos cuidados, eles chegam felizes para a mais terna celebração do calendário – o nascimento de um menino que mudou o mundo.
Menos consumismo – é o que dizem os noticiários - desagradou comerciantes, mas aproximou mais as pessoas que se trocaram prendas com maior significado e carinho. Com um olho no ano que vem de prognósticos sombrios, melhor apertar o cinto que a crise vem aí. Os pessimistas temem o atraso nos salários, a crise do desemprego, negócios e produções em queda, um caos! Mas há quem tenha esperança de que as consciências se aclarem, que este país de tantas possibilidades não negue oportunidades a seus filhos que se iniciam no trabalho; e aos aposentados, que possam descansar sem preocupações financeiras. O Brasil é tão grande. Há lugar para todos. Até para os exilados que não têm mais para onde ir.
  O clima dos últimos dias contribui para dar um ar de mistério sobre o que será amanhã. Chuvas, tempestades, céu de brigadeiro? As nuvens teimam em permanecer toldando os céus.
 Os cuidados com os preparativos do Natal e a convivência agradável em família não deixam que a nostalgia tão temida desses dias tome conta da gente. Por isso, o fim do ano não é mais aquele velhinho triste, curvado sob um cajado, que nos abandona ao desconhecido. A nova folhinha traz imagens vibrantes de um futuro cheio de novas surpresas. Tudo pode acontecer.
Enquanto os poderosos enchem suas arcas  com os bens públicos – até que sejam flagrados – nós, os sonhadores humildes, que apostam no amor e na justa partilha, ainda acreditamos que a vida vai melhorar.

O ano 2015 nos traz grandes esperanças.

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