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segunda-feira, 11 de julho de 2016

MEIO CAMINHO ANDADO






Junho passou. Assim, como água escorrendo de uma torneira aberta. Foi muito ligeiro.
Não deu para sentir. Noites estreladas, lua cheia no céu limpo... Nada disso pode ser apreciado. O frio intenso não deixou. Quem sabe os namorados?...
Lembro outros junhos de minha vida. O crepitar das fogueiras de S. João, as cantigas, os balões. “Noites de junho/ há vozes brandas ecoando/ longe.”
As mocinhas faziam provas para ver quem seria seu eleito. Papéis com os nomes de prováveis galãs sob o travesseiro. Na manhã de S. João era só abrir. Havia outras provas, e as meninas adoravam as brincadeiras em grupo.
Hoje, as noites são silenciosas. Iguais a tantas outras de tempos comuns. Apenas no Nordeste as tradições juninas parece não terem acabado. Pelo contrário, dá inveja ver como se divertem por lá e incrementam suas fantasias e folguedos. Aqui, penso que só os pequeninos festejam o santo em suas escolinhas.
Peço perdão, pois nem tudo está perdido. Nos Supermercados e algumas lojas, como a Komaco, funcionários - e até os patrões - vestiram-se a caráter lembrando a grande festa. Dava gosto ser atendido pelas meninas maquiadas, vestidas com trajes caipiras e de chapéu de palha desfiado. Uma graça. E os rapazes também de chapéu, lenço no pescoço e o bom humor na acolhida.
Mas, caindo a fichinha, é de surpreender que o primeiro semestre do ano já passou. Por isso a ansiedade tomando conta da gente. Creio que esta sensação acontece com todo o mundo nesta etapa do ano.
 Contabilizando os acontecimentos, pelos noticiários da Mídia, o Lava-Jato ocupou a maior parte das manchetes. Dando gols a favor e outros contra, pela astúcia de certos réus.
Porém, a vida continuou, gente nascendo, gente vivendo, gente morrendo.
Nosso ídolo local, o Caçapava, voltou a sua terra, à sua família, e aqui foi bem recebido e homenageado, com todo o mérito, vindo a falecer neste final de junho. Deixou a lembrança de um astro de futebol com vitórias espetaculares pelo Brasil afora. Que levou longe o nome de nossa terra, apesar de seu jeito humilde e despretensioso. Lembrei, nas últimas homenagens, a trajetória de sua família. O casamento de seus pais, de que fui testemunha; a sua avó Ernestina, que com a força de seus braços criou sozinha os quatro filhos, entre os quais Tinga, também um jogador de futebol que brilhou nos melhores times do Estado.
Que Deus permita que ela receba o famoso neto na mansão eterna. Junto a todos os membros da família já falecidos.
Pois a vida continua, além da morte. Não vai acabar agora, só porque o primeiro semestre do ano chegou ao fim. E o mês de junho também.
                       
                        




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