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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

E A FAMÍLIA COMO VAI?






Família – é lá que tudo começa. De um ato de amor e muita coragem, ela se forma um dia, primeiro a dois, meio perdidos no “enfim sós”. Largando pai, mãe, irmãos, a estabilidade de um lar de muitos anos, para lançar-se à aventura de constituir o “seu” lar!
Família, um ninho de amor para o bebê que desabrocha; o lugar seguro para onde voltam as crianças maiores de seus folguedos ou da escola; uma prisão para o adolescente que se rebela contra as ordens das horas de acordar, fazer as refeições, os deveres e de voltar a casa, entre outras exigências mais graves. O campo de batalha onde a mãe organiza e executa a economia doméstica, enquanto cuida do bebê, acalma as brigas entre irmãos, acolhe o marido cansado, queixoso dos gastos, que o salário não dá, estão gastando demais... Mas os chinelos e o chimarrão prontinhos à espera acalmam seu ânimo, e o cheirinho de cebola fritando no fogão dá esperanças de um gostoso jantar.
Depois da fome aplacada, a hora do cochilo gostoso na frente da televisão assistindo ao noticiário da noite, enquanto as crianças, uma a uma, se rendem ao sono.
Esse é o esquema ideal da família. Mas não é nem de longe a regra hoje em dia. Agora, mães que trabalham fora não aplacam as rixas entre Caim e Abel. Cansadas ao voltar do trabalho, quem lhes alcança os chinelos? É só reclamação, falta botão na camisa, vizinhos se queixam de suas crianças, o pequenino não se dá bem na creche...
No entanto, ainda é um lar. Onde o cheirinho de pão quente temperado de erva doce, a cera do assoalho, as frituras, o sabão, fazem uma mistura de aromas que cada família tem diferente. É sua marca. E chegar à porta de entrada, logo vem a sensação de estar em casa, entre os seus.
A família não se resume a isso. Há também os primos, tios, avós, padrinhos, todos presentes nos aniversários e casamentos. E nos enterros. Às vezes nos veraneios.
Primos que são amigos ou adversários. Tias queridas que dão mimos especiais a seus favoritos. É tão bom cair em suas boas graças! Os avós desculpando as faltas dos netos e salvando-os de prováveis castigos.
Vivências que  guardamos para a vida toda.
Quem não teve uma família, perdeu metade ou mais de sua existência. Não chegou a entender e valorizar a própria vida, quanto mais a dos outros.
Quem sabe daí vem o aumento da violência, a formação de gangues não só nas classes pobres, mas entre os jovens moradores das grandes mansões. Onde um pai muito ocupado com os negócios, a mãe entretida nas suas atividades sociais -  quase sempre estão ausentes.
A família neste milênio está em crise.  Os pais, em seu segundo ou terceiro casamento, os filhos visitando-os nos fins de semana, procurando ajustar-se com padrastos, madrastas, meios irmãos.
Para  que se encontre o remédio que torne cada lar igual à figura do Almanaque com a propaganda do xarope Bromil – de um lado várias casinhas explodindo de tanta tosse. De outro, as mesmas casinhas apaziguadas, na santa paz de crianças e adultos dormindo. Com a segurança que só o amor compartilhado pode trazer.

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